| Placa exposta no saguão da estação da Sé |
Uma reportagem da revista Exame publicada recentemente mostrou como empresas que prestam serviços de assistência à saúde têm vivido um bom momento nos negócios. Para os médicos, o que está por trás dessa degradação na relação com as operadoras de saúde é a lógica desenfreada pelo lucro seguida por elas.
No dia 7 de abril, enquanto os médicos se manifestavam diante da Catedral da Sé, centenas de pessoas esperavam mais de três horas numa fila gigante por um exame oftalmológico. Debaixo de sol forte, elas participavam do multirão de atendimento médico realizado em comemoração do Dia Mundial da Saúde. O evento reunia no Pátio do Colégio instituições como SUS, Ministério e secretarias da Saúde e hospitais particulares. Quando perguntei para algumas pessoas que estavam na fila para o teste de visão o que as levava até lá, todos respondiam que era por ser mais fácil conseguir um encaminhamento para um tratamento ou uma consulta ali do que no posto de saúde.
Na Sé, literalmente embaixo do protesto do médicos, no saguão da estação do metrô, um desses quiosques de comércio de serviços ostentava a placa em que se lia, com letras grandes e vermelhas: "Aqui Tem Plano de Saúde". O vendedor, integrante de uma corretora de planos, me explicou como funcionava o serviço. "Se fecharmos o contrato hoje, coloco a data de ontem no contrato e você já está coberto". As vantagens enchem são de encher os olhos. "Se for para fazer exame com algum credenciado e não quiser esperar a carência de 30 dias, é só adiantar o pagamento do carnê do próximo mês, e você faz o exame na hora", completou o corretor.
| Médicos protestam em frente à Catedral da Sé |
Problemas na rede pública, problemas também na assistência particular. Uma mulher que observava a manifestação do dia resumiu: "Está um caos o SUS, está um caos o atendimento dos planos de saúde". No subterrâneo do metrô, indiferentes à marcha que acontecia sobre suas cabeças, os corretores continuavam vendendo seus pacotes de serviços.
| Yvonne Barbosa, Sirleey Paschoal e Paulo Nogueira: mais de três horas na fila para fazer exame oftalmológico |
Além de determinar melhor o assunto a ser apurado, tenho ainda que fazer um site, onde será veiculada a reportagem. Penso em outros formatos de publicação também. Quem sabe um jornal mural. O problema é que não domino as ferramentas de diagramação para fazer um jornal e de programação para fazer um site. E (por enquanto, quem sabe) não conto com uma parceria para me ajudar em algumas tarefas. Organização e disciplina se fazem cada vez mais necessárias. E um cronograma de trabalho, com um projeto fechado, são coisas que ainda não tenho.
Penso também em publicar neste blog, com alguma periodicidade, um clipping do que está saindo sobre saúde nos jornais, revistas e na TV. O Estadão fez boa reportagem sobre o protesto dos médicos. Os jornais Agora e Jornal da Tarde tem boa cobertura da área. E o Globo Repórter dedicou recentemente um programa inteirinho para falar de problemas na saúde - no caso, em todo o Brasil. Ah!, e é preciso também conquistar leitores, a única razão de existir para o solitário trabalho de um jornalista.
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